Foi a minha quarta Meia e a segunda de Almada. Sinceramente não vi grandes melhorias em relação à do ano passado (que foi razoável). O percurso voltou a explorar zero do Parque da Paz, o que é uma pena. Em vez disso, fez-se cinco quilómetros dentro do Alfeite, numa zona meio degradada e aborrecida.
Para além disso, penso, voltou a ser demasiado exigente, em especial nos últimos quilómetros. Se é uma prova apontada para corredores amadores, era preferível apostar num percurso mais fácil. Se é para profissionais, foi excelente, sem ironia.
Os abastecimentos nao foram os mais correctos. O primeiro chegou cedo de mais (o segundo também) e não é admissível passar os últimos 5 Km sem água (penso que o último foi ao 16). Acho que teria sido fundamental haver um ao Km 18.
De resto, pareceu-me tudo bem, as condições ao longo do percurso, sempre com espaço, bem sinalizadas, com pessoal de apoio, a chegada ampla. As medalhas dispenso, a t-shirt é razoável mas também não seria por isso.
A prova
Comecei bem, acompanhado pelo R. que estava um pouco mais preparado do que eu. O objectivo principal era terminar em condições e, se possível, fazer abaixo das duas horas.
Os primeiros quilómetros fizeram-se muito bem, sem forçar, mas num ritmo até elevado para o que eram as minhas expectativas. Cheguei aos 9 Km com uma média a rondar os 5:30/Km. Depois veio o primeiro grande desafio da prova: dois quilómetros de subida bastante acentuada (Cacilhas para o centro) que, apesar de tudo, fiz sem grande dificuldade.
Contudo, a partir daqui, baixei o ritmo para os 5:45 até aos 16 Km, mais ou menos. Ainda fiz o 18º a 5:30 mas terminei com 6:00 e 6:30, nos dois últimos quilómetros. O calor apertou nesta parte final e a falta de abastecimento foi, para mim, imperdoável. Cinco quilómetros sem água fizeram com que não tivesse aquele boost de energia e fui-me arrastando até à meta.
Infelizmente, não consegui baixar das duas horas o que, com o treino que fiz, teria sido excelente. Terminei com 2:01:08 e um bocado desgastado, apesar da rápida recuperação.
Terminada a prova, fiquei com vontade de fazer outra o que, parecendo que não, é mesmo o mais importante.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Meia-Maratona de Almada: resultado.
Mais uma Meia-Maratona concluída, a quarta, e uma satisfação enorme por desafiar-me numa prova muito difícil, que me obrigou a superar-me a cada passo dado.
Hoje fico-me pelo resultado, a crónica sai durante a semana.
Em termos de tempo foi fraquinho. Na classificação geral fiquei em 488º (num total de 625) e no meu escalão fiquei em 94º (115). Não foi famoso.
Hoje fico-me pelo resultado, a crónica sai durante a semana.
Dia
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Distância
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Tempo
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Média
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27 Abril
|
21.00Km
|
2:01:08
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5:49
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Em termos de tempo foi fraquinho. Na classificação geral fiquei em 488º (num total de 625) e no meu escalão fiquei em 94º (115). Não foi famoso.
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Meia-Maratona de Almada: o relato.
Foi uma prova que superou as minhas expectativas, que já eram altas. O percurso foi muito interessante, a organização esteve quase perfeita e acabei por melhorar o meu anterior recorde pessoal. Além disso, fiz a prova com mais dois amigos (apesar de andarmos sempre separados) e por caminhos que me são bastante familiares.
Mais uma vez, fui a pé para a partida. Levantei-me uma hora e meia antes e comi apenas uma banana. Esperei pelo S. e, a meio caminho, o R. juntou-se. A partida estava bem organizada, com entradas para a Meia-Maratona, evitando que partissemos atrás de malta da Mini e da Caminhada.
A zona da Lisnave estava cheia de gente e a animação era a habitual: muito barulho, um casal de excitados em cima de um palco aos berros e aos saltos, e música estridente. Não percebo muito bem qual é a graça disto mas, pelos vistos, resulta.
Não esperámos muito pelo início. Talvez uns 10 minutos. Pouca confusão e cerca de 30 segundos apenas a cruzar a linha de partida. A Lisnave ficava para trás e entrámos no Alfeite, local onde nunca tinha estado. Algumas subidinhas, o Rio Tejo, as embarcações e uma conversa improvável com um ex-tropa ou ex-marinheiro. Tudo a passo bastante moderado.
Por esta altura já o S. era uma miragem. O R. estava algo lento e, à entrada do centro da Cova da Piedade, deixei-o para trás, porque estava a custar-me mais ir devagar do que acelerar um bocado. Estavam feitos cerca de 5 Km.
A entrada no Parque da Paz fez-se pelo sítio onde, habitualmente, começo os meus treinos. Dei a volta ao lago e depois fui em direcção ao Fórum Almada, sempre por uma passagem lateral ao Parque. Sentia-me em casa, pois já treinei ali muitas vezes.
Aqui fiz a primeira subida mais exigente (mas engana bem, porque não parece que sobe), sem dificuldade alguma. Cheguei ao Fórum e atravessei o parque de estacionamento. Achei piada a esta parte mas já li algumas pessoas que se queixaram por causa da qualidade do ar. Sinceramente, aquilo durou cerca de um minuto, é muita mariquice.
Entretanto, tinha avistado o guia das duas horas. Tendo em conta o ritmo baixo que pensava estar a fazer nos primeiros 5 Km, fiquei bastante contente por, afinal, não ir assim tão lento. Acelerei um bocado, aproveitando uma ligeira descida, mas sempre sem forçar.
Por volta do oitavo Km vejo outro guia, que julguei ser o das 1h50. Achei estranho mas quis alcançá-lo. Primeira desilusão. Era o guia das duas horas, afinal. Tinha visto mal, o anterior. Fiquei um bocado desiludido mas rapidamente me motivei. Afinal, não me interessa muito o tempo, interessa-me é sentir-me bem até ao fim.
Por esta altura ainda não me tinha abastecido de água, mas sabia que o segundo posto estava perto, nos 10 Km (o primeiro foi aos 5 Km).
Entre o Km 9 e o Km 11,5 uma brutal subida. Arrastei um bocado o cu pela estrada mas, a meio, deu-me vontade de fazer aquilo "à homem" e arranquei para um ritmo mais condizente com o meu estatuto. Lembrei-me do atrasado mental do Miguel Gonçalves e bati punho ladeira acima.
A entrada na Universidade fez-se com muita calminha. Aquilo estava um bocado isolado mas até gostei de percorrer as ruas daquilo quase em silêncio. Fez-me lembrar os meus tempos de estudante universitário e da boa vida que tinha, sem fazer ponta, e tudo às custas dos papás (foram sempre muito generosos). Adiante.
Saída da Universidade, descida muito boa, subida difícil e nova descida. Tentei não abusar no ritmo porque temia ter uma quebra. Novo abastecimento ao Km 16, em descida (o que é sempre lixado). Até ao Km 17,5 em ligeira subida (que bem me custou a fazer).
Fiz um esforço até aqui porque conhecia bem o trajecto que faltava. Sabia que era sempre a descer (e bem a descer) e que poderia terminar em modo mais descansado.
Contudo, a meio da descida, já estava à rasca dos pés e das pernas. O pavimento nesta zona era pouco recomendável (empedrado) e sofri bastante. Já no último quilómetro e meio voltou o alcatrão, mas já era tarde para não estar com os pés feitos em caca (os Nike Vomero 6 chumbaram ligeiramente...).
À entrada dos últimos 500 metros lá me deu mais uma força vinda não sei de onde. Estava a controlar o meu tempo e, como me sentia bem, acelerei, sprintei mesmo, e assim terminei a minha terceira Meia-Maratona.
À chegada, muita felicidade e uma recuperação rápida.
KM 19 - 5:20
KM 20 - 4:46
KM 21 - 5:02
Ou seja, menos 3:01 do que o anterior recorde pessoal, feito numa prova com um percurso mais acessível do que este.
Na geral, fiquei em 577º, em 829 participantes. Na minha categoria fiquei em 109º, em 144.
Gostei bastante desta Meia-Maratona. A organização foi impecável e até os voluntários entraram no espírito, sempre a incentivar. Achei apenas que o terceiro e quarto abastecimentos estavam demasiado perto (14 e 16 Km) um do outro. À chegada era, também, desnecessário a música estar tão alta que até abanava um gajo, quando só se pedia algum descanso.
O percurso foi bastante interessante, com destaque para a passagem no Alfeite, no Parque da Paz e na travessia pelo coração de Almada.
Venham mais Meias em Almada porque esta correu, sem dúvida, bastante bem.
Mais uma vez, fui a pé para a partida. Levantei-me uma hora e meia antes e comi apenas uma banana. Esperei pelo S. e, a meio caminho, o R. juntou-se. A partida estava bem organizada, com entradas para a Meia-Maratona, evitando que partissemos atrás de malta da Mini e da Caminhada.
A zona da Lisnave estava cheia de gente e a animação era a habitual: muito barulho, um casal de excitados em cima de um palco aos berros e aos saltos, e música estridente. Não percebo muito bem qual é a graça disto mas, pelos vistos, resulta.
Não esperámos muito pelo início. Talvez uns 10 minutos. Pouca confusão e cerca de 30 segundos apenas a cruzar a linha de partida. A Lisnave ficava para trás e entrámos no Alfeite, local onde nunca tinha estado. Algumas subidinhas, o Rio Tejo, as embarcações e uma conversa improvável com um ex-tropa ou ex-marinheiro. Tudo a passo bastante moderado.
Por esta altura já o S. era uma miragem. O R. estava algo lento e, à entrada do centro da Cova da Piedade, deixei-o para trás, porque estava a custar-me mais ir devagar do que acelerar um bocado. Estavam feitos cerca de 5 Km.
A entrada no Parque da Paz fez-se pelo sítio onde, habitualmente, começo os meus treinos. Dei a volta ao lago e depois fui em direcção ao Fórum Almada, sempre por uma passagem lateral ao Parque. Sentia-me em casa, pois já treinei ali muitas vezes.
Aqui fiz a primeira subida mais exigente (mas engana bem, porque não parece que sobe), sem dificuldade alguma. Cheguei ao Fórum e atravessei o parque de estacionamento. Achei piada a esta parte mas já li algumas pessoas que se queixaram por causa da qualidade do ar. Sinceramente, aquilo durou cerca de um minuto, é muita mariquice.
Entretanto, tinha avistado o guia das duas horas. Tendo em conta o ritmo baixo que pensava estar a fazer nos primeiros 5 Km, fiquei bastante contente por, afinal, não ir assim tão lento. Acelerei um bocado, aproveitando uma ligeira descida, mas sempre sem forçar.
Por volta do oitavo Km vejo outro guia, que julguei ser o das 1h50. Achei estranho mas quis alcançá-lo. Primeira desilusão. Era o guia das duas horas, afinal. Tinha visto mal, o anterior. Fiquei um bocado desiludido mas rapidamente me motivei. Afinal, não me interessa muito o tempo, interessa-me é sentir-me bem até ao fim.
Por esta altura ainda não me tinha abastecido de água, mas sabia que o segundo posto estava perto, nos 10 Km (o primeiro foi aos 5 Km).
Entre o Km 9 e o Km 11,5 uma brutal subida. Arrastei um bocado o cu pela estrada mas, a meio, deu-me vontade de fazer aquilo "à homem" e arranquei para um ritmo mais condizente com o meu estatuto. Lembrei-me do atrasado mental do Miguel Gonçalves e bati punho ladeira acima.
A entrada na Universidade fez-se com muita calminha. Aquilo estava um bocado isolado mas até gostei de percorrer as ruas daquilo quase em silêncio. Fez-me lembrar os meus tempos de estudante universitário e da boa vida que tinha, sem fazer ponta, e tudo às custas dos papás (foram sempre muito generosos). Adiante.
Saída da Universidade, descida muito boa, subida difícil e nova descida. Tentei não abusar no ritmo porque temia ter uma quebra. Novo abastecimento ao Km 16, em descida (o que é sempre lixado). Até ao Km 17,5 em ligeira subida (que bem me custou a fazer).
Fiz um esforço até aqui porque conhecia bem o trajecto que faltava. Sabia que era sempre a descer (e bem a descer) e que poderia terminar em modo mais descansado.
Contudo, a meio da descida, já estava à rasca dos pés e das pernas. O pavimento nesta zona era pouco recomendável (empedrado) e sofri bastante. Já no último quilómetro e meio voltou o alcatrão, mas já era tarde para não estar com os pés feitos em caca (os Nike Vomero 6 chumbaram ligeiramente...).
À entrada dos últimos 500 metros lá me deu mais uma força vinda não sei de onde. Estava a controlar o meu tempo e, como me sentia bem, acelerei, sprintei mesmo, e assim terminei a minha terceira Meia-Maratona.
À chegada, muita felicidade e uma recuperação rápida.
| KM 1 - 6:02 |
| KM 2 - 5:29 |
| KM 3 - 5:56 |
| KM 4 - 6:04 |
| KM 5 - 5:43 |
| KM 6 - 5:22 |
| KM 7 - 5:28 |
| KM 8 - 5:45 |
| KM 9 - 5:25 |
| KM 10 - 5:50 |
| KM 11 - 6:23 |
| KM 12 - 5:19 |
| KM 13 - 5:35 |
| KM 14 - 5:30 |
| KM 15 - 5:14 |
| KM 16 - 5:00 |
| KM 17 - 5:36 |
| KM 18 - 5:23 |
KM 20 - 4:46
KM 21 - 5:02
Dia
|
Distância
|
Tempo
|
Média
|
28 Abril
|
21.1 Km
|
1: 55:49
|
5:29
|
Ou seja, menos 3:01 do que o anterior recorde pessoal, feito numa prova com um percurso mais acessível do que este.
Na geral, fiquei em 577º, em 829 participantes. Na minha categoria fiquei em 109º, em 144.
Gostei bastante desta Meia-Maratona. A organização foi impecável e até os voluntários entraram no espírito, sempre a incentivar. Achei apenas que o terceiro e quarto abastecimentos estavam demasiado perto (14 e 16 Km) um do outro. À chegada era, também, desnecessário a música estar tão alta que até abanava um gajo, quando só se pedia algum descanso.
O percurso foi bastante interessante, com destaque para a passagem no Alfeite, no Parque da Paz e na travessia pelo coração de Almada.
Venham mais Meias em Almada porque esta correu, sem dúvida, bastante bem.
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Prova
domingo, 28 de abril de 2013
Meia-Maratona de Almada.
Um ano depois, terminei a minha terceira Meia-Maratona, desta vez, realizada em Almada. De longe, o percurso mais difícil das três mas, felizmente, com novo recorde pessoal,
O tempo é sempre o que menos interessa mas não deixa de saber bem melhorarmos uns minutos. O anterior estava nos 1:58:50 e, hoje, baixei para cerca de 1:55:00. Fico a aguardar a confirmação do tempo oficial.
A crónica sobre esta Meia-Maratona de Almada vem, em princípio, logo à noite.
O tempo é sempre o que menos interessa mas não deixa de saber bem melhorarmos uns minutos. O anterior estava nos 1:58:50 e, hoje, baixei para cerca de 1:55:00. Fico a aguardar a confirmação do tempo oficial.
A crónica sobre esta Meia-Maratona de Almada vem, em princípio, logo à noite.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
23ª Meia-Maratona EDP - como foi.
O dia começou relativamente bem, apesar de não ter dormido muito. Levantei-me sem dificuldades e a adrenalina fez o resto. Nunca estive nervoso, nem ansioso. Foi uma grande diferença para a primeira Meia-Maratona que fiz em Dezembro passado.
Como a partida era a 10 minutos a pé da minha casa, só desci às 10h00 (mesmo à Lorde). Encontrei-me com o S., e demos início à coisa. 15 minutos depois estávamos a passar as portagens.
Primeiro aspecto positivo: a confusão era controlada, apesar das 40 mil pessoas que estavam na zona. As partidas estavam divididas e a malta da Meia-Maratona não se cruzava com a malta da Mini. O resultado foi que pude chegar-me à frente e arrancar com uma diferença de poucos segundos desde o tiro de partida até à linha de partida.
Segundo aspecto positivo: a confusão no tabuleiro praticamente não existiu. Havia espaço entre os participantes e não vi nenhum incidente, sequer. Aproveitei para saborear a oportunidade de atravessar o tabuleiro da Ponte 25 de Abril, e olhar para o Rio Tejo e para a cidade de Lisboa, de um prisma bem diferente do habitual.
Havia pouco vento e, apesar de não haver muito Sol nesta altura, estava um dia perfeitinho para correr os 21 Km. Nesta fase, já ia sozinho. O S. é muito mais rápido do que eu e decidimos que cada um de nós iria ao seu ritmo.
Cheguei ao fim da Ponte e entrei na descida para Alcântara (com uma ligeira subida antes, a única do percurso). Estava a sentir-me muito bem e parecia que a corrida ainda nem tinha começado. A descida, bastante íngreme, era propícia a ritmos elevados, o que evitei ao máximo. Primeiro, por receio de me lesionar, segundo, porque prefiro manter o ritmo “real”, em vez de aproveitar o embalo e depois pagar por ele mais à frente.
Basicamente, nesta fase, fui ultrapassado por toda a gente. Obviamente que, mais tarde, pagaram caro o ritmo que adquiriram naquela descida e nos quilómetros seguintes.
A entrada na 24 de Julho foi pacífica, estava tranquilo, na respiração e nas pernas. Sabia onde era o retorno e controlei esse facto emocionalmente. O ritmo, segundo o meu Android da tanga, era à volta dos 5:30. Sabia que estava a arriscar um bocado mas foi mais forte do que eu. Fui avançando e, no Cais Sodré, aproveitei o abastecimento de água. Gosto bastante de passar nesta zona. Está cheia de gente, há palmas e palavras de incentivo, há o Rio e os barcos, que tantas vezes me transportaram de uma margem para a outra.
Houve alguma acumulação de atletas, mas nada de especial. Dei a volta e comecei a pensar nos quilómetros. Uns 10, já feitos. Faltam 11 e sinto-me muito bem. Perto de Alcântara, a primeira chuva. Soube bem e não minto se disser que parece ter aparecido propositadamente: demorou o tempo certo e caiu na intensidade certa. Obrigado.
Por volta dos 12 Km, o primeiro contra-tempo: o meu Android, da tanga, parou. Parecia, até, meio morto. Que merda, pá! Detesto não ter o controlo do meu ritmo, do tempo, dos quilómetros. Senti-me bastante frustrado e comecei a senti-me cansado.
Na antiga FIL, novo abastecimento, mais um bocado de água. Estava no quilómetro 13. Não sei se por azar, mas a verdade é que as forças começaram a faltar-me. Estar sozinho não ajudou e passei a concentrar-me, quase em exclusivo, nas dores que sentia nas pernas, nos joelhos, nas costas.
Foram quilómetros muito complicados para mim. A música já me cansava e o cabrão do diabinho começou a encher-me a cabeça com pensamentos do estilo “és um fraco, vais parar”, “falta imeeeeeeenso tempo, não vais aguentar” ou “as tuas pernas vão rebentar, tu vais rebentar”. Andei nisto cerca de cinco quilómetros. E com vento contra.
Ao quilómetro 16 senti-me ligeiramente melhor. Contudo, e por não saber exactamente onde se daria o retorno na zona de Algés, penei à grande durante cerca de mil e quinhentos metros. Achava que era “já ali”, e nunca era. Para adensar ainda mais a minha luta vi, no sentido oposto da estrada, abastecimentos de água, powerade e bananas. Uma tortura.
O meu ritmo, em toda esta fase tinha diminuído um bocado e comecei a pensar que seria difícil baixar das duas horas. Mas caguei para isso, não era importante.
Combater a solidão foi, de facto, muito complicado para mim. Foi uma luta constante durante muito tempo, que me desgastou, principalmente, a nível psicológico. Sem poder controlar o meu ritmo achei que ia bastante devagar. Contudo, cruzei os 18 quilómetros por volta da 1h42 e animei-me. Andava à volta dos 5:50 por Km, nesta fase.
Já no retorno, a caminho da meta. Por esta altura, o diabinho afogava-se dramaticamente nas águas sujas do Tejo. Cada um tem o que merece.
Eu, apesar de cansado, soube então que iria vencer. É a parte que mais gosto: quando percebo que não vou falhar, que faltam apenas uns quilómetros que não me vão custar a fazer, tal é a vontade. Dá-me um arrepio e digo “foda-se, caralho! Vou conseguir, e na boa”! É verdade: nestas alturas sinto-me revigorado, esqueço-me do que já sofri e acho sempre que afinal, até se fez bem.
Passo os 20 Km com 1h53. Porreiro. Só uma hecatombe me impedirá de baixar as duas horas de prova. Aumento ligeiramente o ritmo. Entro na recta da meta e procuro o relógio. Só vejo aquilo nos 59 minutos e desato a sprintar. Seria catastrófico ver aquilo a rodar para os 00 das duas horas.
Terminei satisfeito. Pouco dorido, nada ofegante e vencedor de mim mesmo. É uma boa sensação. Apesar da vitória, esta prova foi, para mim, a mais difícil de todas. Correr 21,1 Km sozinho é difícil e facilmente podemos tornar-nos no nosso pior inimigo. As distrações são poucas e o foco anda sempre muito perto das dores, das dificuldades, aumentando o desânimo e diminuindo a força.
Mas, ao mesmo tempo, é um teste à nossa capacidade de sofrimento (ok, não é o mesmo do que passar fome, nem sequer do que chegar ao fim do mês e ter de contar os tostões, como o nosso caríssimo Presidente da República) e à nossa força de vontade.
A organização foi razoável. Falharam na minha inscrição, na t-shirt e, no final, no saco com uma garrafa de água e um iogurte (?) que estava aberto, sujando aquilo tudo e inutilizando o saco. A chegada podia ter sido mais fluida. Aqueles minutos de espera são chatos – mas percebo, era muita gente.
Em relação aos abastecimentos, foram suficientes e variados. Apenas dois reparos: podiam ser mais extensos (na mesma quantidade mas durante mais metros, em vez de estarem tão concentrados em pouco espaço) e a fruta podia estar dois quilómetros antes (estava aos 19 Km, se não me engano, é demasiado tarde).
O percurso é naturalmente bonito. Passar a Ponte é de facto uma experiência à maneira e o facto de ser sempre plano ajuda a bons resultados. Contudo, foi mais difícil do que pensava.
E pronto. Foi isto.
Como a partida era a 10 minutos a pé da minha casa, só desci às 10h00 (mesmo à Lorde). Encontrei-me com o S., e demos início à coisa. 15 minutos depois estávamos a passar as portagens.
Primeiro aspecto positivo: a confusão era controlada, apesar das 40 mil pessoas que estavam na zona. As partidas estavam divididas e a malta da Meia-Maratona não se cruzava com a malta da Mini. O resultado foi que pude chegar-me à frente e arrancar com uma diferença de poucos segundos desde o tiro de partida até à linha de partida.
Segundo aspecto positivo: a confusão no tabuleiro praticamente não existiu. Havia espaço entre os participantes e não vi nenhum incidente, sequer. Aproveitei para saborear a oportunidade de atravessar o tabuleiro da Ponte 25 de Abril, e olhar para o Rio Tejo e para a cidade de Lisboa, de um prisma bem diferente do habitual.
Havia pouco vento e, apesar de não haver muito Sol nesta altura, estava um dia perfeitinho para correr os 21 Km. Nesta fase, já ia sozinho. O S. é muito mais rápido do que eu e decidimos que cada um de nós iria ao seu ritmo.
Cheguei ao fim da Ponte e entrei na descida para Alcântara (com uma ligeira subida antes, a única do percurso). Estava a sentir-me muito bem e parecia que a corrida ainda nem tinha começado. A descida, bastante íngreme, era propícia a ritmos elevados, o que evitei ao máximo. Primeiro, por receio de me lesionar, segundo, porque prefiro manter o ritmo “real”, em vez de aproveitar o embalo e depois pagar por ele mais à frente.
Basicamente, nesta fase, fui ultrapassado por toda a gente. Obviamente que, mais tarde, pagaram caro o ritmo que adquiriram naquela descida e nos quilómetros seguintes.
A entrada na 24 de Julho foi pacífica, estava tranquilo, na respiração e nas pernas. Sabia onde era o retorno e controlei esse facto emocionalmente. O ritmo, segundo o meu Android da tanga, era à volta dos 5:30. Sabia que estava a arriscar um bocado mas foi mais forte do que eu. Fui avançando e, no Cais Sodré, aproveitei o abastecimento de água. Gosto bastante de passar nesta zona. Está cheia de gente, há palmas e palavras de incentivo, há o Rio e os barcos, que tantas vezes me transportaram de uma margem para a outra.
Houve alguma acumulação de atletas, mas nada de especial. Dei a volta e comecei a pensar nos quilómetros. Uns 10, já feitos. Faltam 11 e sinto-me muito bem. Perto de Alcântara, a primeira chuva. Soube bem e não minto se disser que parece ter aparecido propositadamente: demorou o tempo certo e caiu na intensidade certa. Obrigado.
Por volta dos 12 Km, o primeiro contra-tempo: o meu Android, da tanga, parou. Parecia, até, meio morto. Que merda, pá! Detesto não ter o controlo do meu ritmo, do tempo, dos quilómetros. Senti-me bastante frustrado e comecei a senti-me cansado.
Na antiga FIL, novo abastecimento, mais um bocado de água. Estava no quilómetro 13. Não sei se por azar, mas a verdade é que as forças começaram a faltar-me. Estar sozinho não ajudou e passei a concentrar-me, quase em exclusivo, nas dores que sentia nas pernas, nos joelhos, nas costas.
Foram quilómetros muito complicados para mim. A música já me cansava e o cabrão do diabinho começou a encher-me a cabeça com pensamentos do estilo “és um fraco, vais parar”, “falta imeeeeeeenso tempo, não vais aguentar” ou “as tuas pernas vão rebentar, tu vais rebentar”. Andei nisto cerca de cinco quilómetros. E com vento contra.
Ao quilómetro 16 senti-me ligeiramente melhor. Contudo, e por não saber exactamente onde se daria o retorno na zona de Algés, penei à grande durante cerca de mil e quinhentos metros. Achava que era “já ali”, e nunca era. Para adensar ainda mais a minha luta vi, no sentido oposto da estrada, abastecimentos de água, powerade e bananas. Uma tortura.
O meu ritmo, em toda esta fase tinha diminuído um bocado e comecei a pensar que seria difícil baixar das duas horas. Mas caguei para isso, não era importante.
Combater a solidão foi, de facto, muito complicado para mim. Foi uma luta constante durante muito tempo, que me desgastou, principalmente, a nível psicológico. Sem poder controlar o meu ritmo achei que ia bastante devagar. Contudo, cruzei os 18 quilómetros por volta da 1h42 e animei-me. Andava à volta dos 5:50 por Km, nesta fase.
Já no retorno, a caminho da meta. Por esta altura, o diabinho afogava-se dramaticamente nas águas sujas do Tejo. Cada um tem o que merece.
Eu, apesar de cansado, soube então que iria vencer. É a parte que mais gosto: quando percebo que não vou falhar, que faltam apenas uns quilómetros que não me vão custar a fazer, tal é a vontade. Dá-me um arrepio e digo “foda-se, caralho! Vou conseguir, e na boa”! É verdade: nestas alturas sinto-me revigorado, esqueço-me do que já sofri e acho sempre que afinal, até se fez bem.
Passo os 20 Km com 1h53. Porreiro. Só uma hecatombe me impedirá de baixar as duas horas de prova. Aumento ligeiramente o ritmo. Entro na recta da meta e procuro o relógio. Só vejo aquilo nos 59 minutos e desato a sprintar. Seria catastrófico ver aquilo a rodar para os 00 das duas horas.
Terminei satisfeito. Pouco dorido, nada ofegante e vencedor de mim mesmo. É uma boa sensação. Apesar da vitória, esta prova foi, para mim, a mais difícil de todas. Correr 21,1 Km sozinho é difícil e facilmente podemos tornar-nos no nosso pior inimigo. As distrações são poucas e o foco anda sempre muito perto das dores, das dificuldades, aumentando o desânimo e diminuindo a força.
Mas, ao mesmo tempo, é um teste à nossa capacidade de sofrimento (ok, não é o mesmo do que passar fome, nem sequer do que chegar ao fim do mês e ter de contar os tostões, como o nosso caríssimo Presidente da República) e à nossa força de vontade.
A organização foi razoável. Falharam na minha inscrição, na t-shirt e, no final, no saco com uma garrafa de água e um iogurte (?) que estava aberto, sujando aquilo tudo e inutilizando o saco. A chegada podia ter sido mais fluida. Aqueles minutos de espera são chatos – mas percebo, era muita gente.
Em relação aos abastecimentos, foram suficientes e variados. Apenas dois reparos: podiam ser mais extensos (na mesma quantidade mas durante mais metros, em vez de estarem tão concentrados em pouco espaço) e a fruta podia estar dois quilómetros antes (estava aos 19 Km, se não me engano, é demasiado tarde).
O percurso é naturalmente bonito. Passar a Ponte é de facto uma experiência à maneira e o facto de ser sempre plano ajuda a bons resultados. Contudo, foi mais difícil do que pensava.
E pronto. Foi isto.
Etiquetas:
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Prova
domingo, 24 de março de 2013
23ª Meia-Maratona EDP.
Segunda Meia-Maratona concluída:
Menos sete minutos do que o registo anterior, abaixo das duas horas que era, essencialmente, o grande objectivo desta minha participação.
Dia
|
Distância
|
Tempo
|
Média
|
24 Março
|
21.10 Km
|
1:58:50
|
5:40
|
Menos sete minutos do que o registo anterior, abaixo das duas horas que era, essencialmente, o grande objectivo desta minha participação.
Mais uma vez desconfio imenso dos tempos parciais. A primeira parte da prova foi mais rápida do que a segunda, pelo menos foi a minha (clara) sensação. Contudo, segundo os dados oficiais, a minha segunda metade foi mais rápida. Uma coisa é certa, o tempo final está correcto e isso é o mais importante. Aqui ficam os dados:
Tempo final
1:58:50 (21.1 Km)
Tempos parciais:
48:53 (8 Km)
1:30:20 (16 Km)
1:41:42 (18 Km)
1:53:21 (20 Km)
Ou seja, os segundos 8 Km foram feitos em 41:37 (5:12) - contra os 48:43 (6:05) dos primeiros 8 Km, onde devo ter feito, certamente, todos os quilómetros abaixo dos 6 minutos -, o que é manifestamente falso, pois foi a fase mais penosa, em que estava com algumas dores, sendo mesmo o período mais difícil, a nível físico e psicológico. Enfim.
Classificação geral
4428 (8200)
771 (1300)
Amanhã escreverei sobre a prova, que foi mais complicada do que estava à espera, apesar do bom resultado.
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Está quase.
A prova de hoje ainda não começou e já estou um bocado irritado com várias falhas da organização. Não costumo ser picuínhas com estas merdas mas não acho admissível não haver o meu tamanho da camisola da corrida (pedido na inscrição, ainda por cima) e nem sequer uns alfinetes-dama virem no saco do dorsal. Uma miséria. Além disso, quando fui levantar o dorsal, o meu nome nem sequer constava da lista. Não me trouxe problemas de maior, mas irritou-me.
Afinal de contas um gajo paga 16 euros para alguma coisa. Há que haver alguma distinção na organização.
Logo mais, espero que não falte água (pelo menos!) durante e no fim da prova. Já só peço isso.
Afinal de contas um gajo paga 16 euros para alguma coisa. Há que haver alguma distinção na organização.
Logo mais, espero que não falte água (pelo menos!) durante e no fim da prova. Já só peço isso.
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domingo, 9 de dezembro de 2012
A minha primeira Meia-Maratona.
Começou tudo aqui e hoje consegui cumprir o objectivo a que me propus. Mais do que o desafio em si, gostei do facto de me conseguir motivar e disciplinar para uma sequência de treinos que começaram em Maio passado, quando eu mal conseguia correr 500 metros.
Não foi fácil, mas também não foi difícil. Na altura pensava que fazer 21Km era uma grande e louca correria mas, depois de os fazer, fiquei a achar que, com o treino adequado, é uma meta que se faz com tranquilidade.
Obviamente que nunca me preocupei com tempos. A minha ambição era apenas e só a meta. Cortei-a, sem me preocupar se batia recordes. No final, senti-me como quando acabei tantos treinos de 5, 10 ou 12 quilómetros. Muito bem fisicamente, com a respiração controladíssima e, claro, com uma enorme felicidade.
O percurso foi também desafiante. Aquela subida final de cerca de 5 Kms impõe algum respeito mas, curiosamente, foi nessa parte que mais dei de mim, e onde segui, até, a um ritmo mais forte. Confesso que quando o R. me disse que só faltavam 5 Km fiquei bastante motivado. Percebi que não iria falhar e que, pasme-se, ainda teria energia para acelerar um bocado.
Os primeiros 14 quilómetros foram feitos num ritmo perto dos 6'/Km. Estive sempre um bocado receoso de ir depressa demais mas a verdade é que nós temos de ir como nos sentimos. Quando passei os 10 Kms percebi que estava em boas condições e não abrandei.
Começou a subida e as forças vieram com a motivação e com a alegria natural de um estreante. Acho que isso contou muito, mesmo. Nesta parte senti-me em grande forma porque ultrapassei imensa gente.
A prova teve uma boa organização, sem ser nada de especial, não ligo muito a essas coisas. Havia água, umas bananas e laranjas, por isso, acho que chegou.
Por curiosidade, apenas me resta dizer que fomos os últimos a partir, literalmente. Quando chegámos ao local de partida já o gajo do megafone tinha dado o sinal de arranque.
Para rematar, foi engraçado receber aplausos de anónimos ao longo do percurso. À chegada, fora do estádio e já dentro, não estava à espera de ver tantas centenas de pessoas a receberem os participantes.
Vamos aos resultados:
Na minha faixa etária (35-39) fiquei em 246 (290 no total).
Na geral, fiquei em 1191 (1643 no total).
Segundo o meu treino, o ritmo final deveria ser de 6.38'/km:
O tempo final foi muito melhor do que eu estava à espera (apontava para as 2:20:00) pelo que só posso estar satisfeito. Sou o maior!
Não foi fácil, mas também não foi difícil. Na altura pensava que fazer 21Km era uma grande e louca correria mas, depois de os fazer, fiquei a achar que, com o treino adequado, é uma meta que se faz com tranquilidade.
Obviamente que nunca me preocupei com tempos. A minha ambição era apenas e só a meta. Cortei-a, sem me preocupar se batia recordes. No final, senti-me como quando acabei tantos treinos de 5, 10 ou 12 quilómetros. Muito bem fisicamente, com a respiração controladíssima e, claro, com uma enorme felicidade.
O percurso foi também desafiante. Aquela subida final de cerca de 5 Kms impõe algum respeito mas, curiosamente, foi nessa parte que mais dei de mim, e onde segui, até, a um ritmo mais forte. Confesso que quando o R. me disse que só faltavam 5 Km fiquei bastante motivado. Percebi que não iria falhar e que, pasme-se, ainda teria energia para acelerar um bocado.
Os primeiros 14 quilómetros foram feitos num ritmo perto dos 6'/Km. Estive sempre um bocado receoso de ir depressa demais mas a verdade é que nós temos de ir como nos sentimos. Quando passei os 10 Kms percebi que estava em boas condições e não abrandei.
Começou a subida e as forças vieram com a motivação e com a alegria natural de um estreante. Acho que isso contou muito, mesmo. Nesta parte senti-me em grande forma porque ultrapassei imensa gente.
A prova teve uma boa organização, sem ser nada de especial, não ligo muito a essas coisas. Havia água, umas bananas e laranjas, por isso, acho que chegou.
Por curiosidade, apenas me resta dizer que fomos os últimos a partir, literalmente. Quando chegámos ao local de partida já o gajo do megafone tinha dado o sinal de arranque.
Para rematar, foi engraçado receber aplausos de anónimos ao longo do percurso. À chegada, fora do estádio e já dentro, não estava à espera de ver tantas centenas de pessoas a receberem os participantes.
Vamos aos resultados:
Na minha faixa etária (35-39) fiquei em 246 (290 no total).
Na geral, fiquei em 1191 (1643 no total).
Segundo o meu treino, o ritmo final deveria ser de 6.38'/km:
Dia
|
Distância
|
Tempo
|
Média
|
09 Dezembro
|
21.10Km
|
2:05:45
|
5:58
|
O tempo final foi muito melhor do que eu estava à espera (apontava para as 2:20:00) pelo que só posso estar satisfeito. Sou o maior!
Por quilómetro:
| 1 | 05:44 | 5 |
| 2 | 05:46 | -7 |
| 3 | 05:50 | 1 |
| 4 | 05:49 | 0 |
| 5 | 05:48 | -4 |
| 6 | 05:58 | 4 |
| 7 | 06:01 | -1 |
| 8 | 06:02 | 0 |
| 9 | 06:05 | -2 |
| 10 | 06:14 | 5 |
| 11 | 06:02 | -7 |
| 12 | 05:59 | 5 |
| 13 | 05:50 | 0 |
| 14 | 05:59 | -2 |
| 15 | 05:40 | -4 |
| 16 | 05:47 | 26 |
| 17 | 05:33 | 21 |
| 18 | 05:37 | 21 |
| 19 | 05:14 | 23 |
| 20 | 05:18 | 7 |
| 21 | 05:18 | -8 |
Como se pode observar, terminei com os melhores tempos, indicador de que estava muito bem fisicamente.
Agradeço ainda o apoio do R e do S., nos treinos e nas provas, da R., sempre preocupada com os meus joelhos mas sempre a dar-me força (é exactamente o que se quer de uma (boa) namorada!), ao ZL que, mesmo a tantos quilómetros de distância esteve sempre presente, e aos leitores mais ou menos anónimos que me desejaram boas corridas.
A verdade é que, tudo junto, deu nisto: uma excelente experiência, um bom vício e uma satisfação interior impagável.
Agora vou reduzir os treinos para dois por semana, e espero participar na Meia-Maratona que atravessa a Ponte 25 de Abril, lá para Março.
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Prova
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Faltam (menos de) 48 horas.
Hoje deveria fazer o meu último treino (5 Km, devagar) antes da Meia-Maratona de Domingo. Mas estou com dores de garganta e, por isso, não vou arriscar. Não sei se é a melhor decisão mas, se adoeço, nem sequer terei oportunidade de tentar cumprir o meu grande objectivo.
É já daqui a dois dias. Será que vou ser capaz?
É já daqui a dois dias. Será que vou ser capaz?
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